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sábado, 14 de março de 2009

Projeto: Amor Fantasma

“Na Grécia Antiga existia o mito de que, no início dos tempos, os seres humanos eram enormes e redondos, com quatro braços, quatro pernas, duas cabeças e tinham os dois sexos. Eram a criação preferida de Zeus, o rei dos Deuses. Mas ficaram ambiciosos e tentaram roubar o fogo dos deuses. Zeus, é claro, descobriu. Como castigo, Zeus partiu os seres humanos em dois. Sem piedade, afastou as metades. Depois disso, os seres humanos passavam a vida se sentido incompletos, vagando desesperados pelo mundo, procurando sua outra metade. Quando se encontravam, as metades se abraçavam chorando, ficando assim - abraçados - até morrer. Preocupado, com medo de que os seres humanos simplesmente desaparecessem da face da terra, Zeus criou os órgãos sexuais, para que pudessem se reproduzir enquanto estivessem abraçados. E esta é até hoje a nossa sina: vagar pelo mundo, nos sentindo incompletos, procurando nossa outra metade.”
(Fonte: http://cozinhadepensamentos.blogspot.com/2008/06/o-mito-do-andrgeno.html)

Quem nunca buscou sua metade? O mito dos andrógenos ilustra claramente a nossa ânsia constante pelo outro e pela realização amorosa e sexual. Mesmo diante de todos os avanços tecnológicos do mundo atual, da chamada era globalizada onde tudo é muito prático e rápido, amar ainda é o maior desejo dos seres humanos. Todos nós queremos ter prazer, nos realizar, sermos felizes enfim ao lado de outrem. E para isso, nos desprendemos de quaisquer que sejam os preconceitos, pois há quem diga que no amor tudo vale!
O amor convencional – aquele moldado pelos padrões sociais mais tradicionais - por sua vez, parece seguir algumas etapas que vão desde a fase da conquista, o namoro, até a sua consumação, que muitas vezes ocorre com o casamento e é reforçada, posteriormente, com o nascimento dos filhos.
É sobre tais questões que o projeto “Amor Fantasma” discorre. Através da técnica de manipulação de marionetes e da estrutura do palco de rodas, o expectador é levado a mergulhar no universo dessas situações típicas que envolvem o processo amoroso. Assim, de forma poética e cômica, desenvolve-se a história de amor entre um morcego e “uma” fantasma.
O título do espetáculo faz referência, sobretudo, a uma das personagens da trama, porém poderia, a priori, nos remeter a uma provável idéia de inexistência do Amor. No entanto, paradoxalmente, a sugestão do título também pode está relacionada aos “fantasmas” - conflitos do ser humano. E nesse sentido, o Amor parece ser mesmo o maior de todos eles, pois ora nos amedronta, ora nos atrai. E é justamente essa busca e essa fuga incansável do Amor que move nossa própria existência.
(Karla Pessoa)

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